Sebo do Messias na Bienal do Livro de São Paulo
Dentre as atrações da feira, o Sebo do Messias destaca-se pelo pioneirismo e preços baixos.
De dois em dois anos, a atenção da imprensa volta-se para a maior feira de livros da América Latina: a Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O motivo desse interesse é a grande quantidade de atrações do evento e a visitação de aproximadamente 800 mil pessoas. Estandes mega estruturados ocupando um quarteirão, o maior e o menor livro do mundo, sessões de autógrafos, atrações infantis e até mesmo uma estátua gigantesca do personagem dos quadrinhos, Hulk, são os assuntos em evidência. Os visitantes deparam-se, muitas vezes, com câmeras, repórteres e pessoas famosas. Alguns gostam de aparecer e ficam perto dos holofotes, já outros preferem se esconder entre as prateleiras recheadas de títulos.
Um dos estandes mais procurados pelo público e pela mídia foi o do Sebo do Messias. Seus chamarizes foram as inúmeras raridades, livros com dedicatórias de pessoas famosas e os preços mais baixos. "As pessoas que vêm aqui exaltam a iniciativa da nossa participação, muitos deles já eram clientes da nossa loja no centro da cidade", diz Cleber Aquino, assessor do sebo na Bienal. O interesse das publicações pela livraria de usados pode ser conferido com a quantidade de matérias publicadas na internet. Os sites enaltecem o pioneirismo da participação e obras datadas entre os anos de 1500 e 1900 como: a primeira edição de Corpo de Baile, de João Guimarães Rosa, o livro "Decameron", de Giovanni Boccaccio (1594), a "História dos Descobrimentos Portugueses" (1883) e a autobiografia de Adolf Hitler, "Mein Kampf", de 1936. Além dessas antigüidades, estão expostos livros com dedicatórias do jogador Ademir da Guia, da atriz Dercy Gonçalves e do poeta Menotti Del Picchia.
A visibilidade do Sebo do Messias na Bienal ultrapassou as expectativas iniciais de sua equipe de marketing. Uma das dificuldades encontradas pelos expositores do sebo foi atender um grande número de pessoas em um espaço pequeno, eles não esperavam tantas vendas e consultas. "Com certeza na próxima Bienal nosso estande será muito maior, assim poderemos vender mais e atender o público e os jornalistas com mais tranqüilidade", explica Messias Coelho, fundador e proprietário do sebo.
Felipe Rodrigues Araujo